Elizabeth I e o período absolutista

Postado por Staff PRBR

Nos anos finais da Idade Média a Europa desenvolveu-se comercial e economicamente, isso fez com que aumentasse a circulação de moedas, já que durante o período feudal elas eram escassas. Sendo assim, a posse de terras deixou de ser a única fonte de riqueza, dando lugar ao dinheiro em espécie, proveniente das trocas comerciais.

Os reis, antes figuras ilustres, porém com o poder restringido pela nobreza, passaram a ser figura importante na época moderna (também chamada Idade Moderna), pois eles não mais estavam “ofuscados” pelos nobres. Essa alavancada do poder se deu através da formação de exércitos permanentes, pago com dinheiro, vindos através dos impostos pagos pela burguesia. Os monarcas interessados cada vez mais em arrecadar impostos e aumentar seu poder, criaram leis favoráveis aos burgueses (comerciantes e banqueiros).

Ao contrário da descentralização política que ocorria no Feudalismo, O Estado moderno era marcado por uma forte centralização política na figura do rei. A esse regime de governo deu-se o nome de Absolutismo.

Fonte: Royal Museums Greenwich

Absolutismo inglês: “a era elisabetana”

Elizabeth I era filha de Ana Bolena, a segunda das seis esposas de Henrique VIII e foi coroada em 15 de janeiro de 1559, após a morte de sua meia-irmã, Mary Tudor. A rainha fortaleceu a obra de seu pai (enfraquecida após as perseguições religiosas promovidas por Mary Tudor), restaurando o poder da Igreja Anglicana e fortalecendo o poder real.

Elizabeth e seu pai Henry na série “The Tudors”

Em seu governo, Elizabeth I promoveu o crescimento manufatureiro e agrícola, ampliou a indústria naval, expandiu a atuação inglesa no comércio exterior, incentivou as artes e a literatura (vide algumas obras de Shakespeare) e iniciou o período da expansão marítima inglesa na América do Norte.

Em um dos períodos mais delicados do reinado de Elizabeth I, ela enfrentou a pressão dos católicos e o rei espanhol Filipe II, em um conflito motivado por questões religiosas e políticas. A Inglaterra como nação protestante se opusera ao catolicismo e Filipe II usou a execução de Mary Stuart como pretexto para iniciar uma guerra contra os ingleses, pois os católicos queriam que o rei espanhol reivindicasse o trono inglês, já que ele foi casado com Mary Tudor (meia-irmã de Elizabeth). O conflito foi desastroso para os espanhóis, que possuíam, até então a mais poderosa Marinha da Europa (também conhecida como a “Invencível Armada”), e foram derrotados pela Marinha inglesa que pôs fim a invencibilidade da Marinha espanhola (é bem verdade que a derrota espanhola se deu mais por conta das questões climáticas desfavoráveis, do que pelo êxito dos ingleses, mas como diz Catherine de Medici: “História é escrita pelos sobreviventes”).

A imagem demonstra a batalha em alto-mar travada entre ingleses e espanhóis.


(Fonte: www.museudeimagens.com.br/armada-espanhola/)


Durante o reinado de Elizabeth I – também conhecido como “a Era de Ouro inglesa”, a rainha promoveu diversas mudanças que posteriormente levariam a Inglaterra à um patamar de potência europeia. Os ingleses conquistaram diversas colônias além-mar, que serviam tanto para enviar matéria-prima, quanto para consumir seus produtos manufaturados. Após os investimentos na indústria naval, os britânicos passaram a intermediar o tráfico de escravos entre África e América, gerando imensos lucros à Inglaterra.

Elizabeth I foi a última monarca da dinastia Tudor a reinar a Inglaterra, pois ela não se casou e também não deixou herdeiros. Seu sucessor foi James I, filho de sua prima Mary Stuart.

Indicação de Leitura pra quem se interessa pela temática do Absolutismo:

• Thomas Hobbes – Leviatã
• Nicolau Maquiavel – O príncipe
• Jean Bodin – República

Fontes:

tudorbrasil.com/
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos.. História. vol 1. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.

Texto: Caroline Barbosa Ananias, Portal Reign Brasil