Adelaide Kane fala sobre infidelidade, cenas eróticas e detalhes dos bastidores de Reign.

Postado por Letícia

Em entrevista ao site francês Cinetlerevue, Adelaide Kane contou um pouco sobre o processo de filmagens de Reign. Confira a tradução da entrevista!

Aos 26 anos, ela dá vida à personagem da Rainha Mary da Escócia, na série de ficção histórica, Reign. Ambientada na França, a atriz australiana nos revelou algumas pequenas anedotas relacionadas às filmagens.

Você se veste com bonitas roupas de época. Você as escolhe?

Não, mas eu acho que as estilistas têm um bom gosto. Eu sempre estou vestindo um espartilho, mas é fisicamente difícil. Eu não entendo como as mulheres dessa época conseguiam vestir isso! Que horror… Nós temos longos períodos de gravação, 15 horas por dia e, algumas vezes, as minhas costas doem muito.

Os escritores se mantêm fiéis ao verdadeiros eventos históricos relacionados à Rainha da Escócia?

Eu espero que sim, né? (risos) Eu posso afirmar que nós levamos em conta os eventos marcantes da vida de Mary, como o fato de que ela se casou com Francis, que o Rei Henry II morreu um dia, que ela retornou à Escócia após a morte de Francis. Podemos dizer que nós desviamos um pouco para o lado divertido…

E para atrair os jovens também?

Não necessariamente. Nós notamos que, ao decorrer dos episódios, os espectadores mais velhos se interessaram pelas nossas histórias. Pais assistem à série com os seus filhos.

As roupas são muito modernas e, acima de tudo, as músicas!

Você está certa. Isso faz com que a história seja mais atrativa para o nosso público. A música é incrivelmente sugestiva, às vezes, auxiliando as pessoas a entenderem o que está acontecendo na cena.

O Rei Henry II, interpretado por Alan Van Sprang, é infiel. Você acredita que isso também acontece no presente com a família real?

(muitas risadas) A infidelidade não é um problema tão grande como era no passado. Nós descobrimos, por meio das nossas histórias, que o rei não é um santo, no entanto, naquela época, os homens tinham uma posição de poder. Quando eles se casavam, era esperado que tivessem amantes ou filhos ilegítimos. Por outro lado, se uma mulher enganasse o seu marido, eles cortavam a cabeça delas! Ah, igualdade de gênero… Hoje, em 2017, sexo não é mais tão importante como antes.

Você não acha que a produção vai muito longe com as cenas eróticas?

Voltamos à sua pergunta anterior. No século dezesseis, era a única diversão das pessoas. É verdade que somos um pouco mais agressivos do que outras séries, mas não exageramos. De qualquer forma, eu não aceitaria mostrar mais do que isso na televisão. É louco como o sexo traumatiza tanto a imprensa, porque algumas cenas são ainda mais chocantes do que as que são filmadas na cama…

O que isso quer dizer?

Quando um homem é decapitado na sala do trono isso não choca a opinião do público! A mesma coisa acontece com a violência contra mulheres. Nós vemos estupro em Reign e Game of Thrones. Ninguém fala sobre isso! Particularmente, isso me deixa desconfortável. Nos Estados Unidos, tem mais tolerância com a violência do que com a sexualidade, especialmente a sexualidade feminina.

Nostradamus, Catherine de Medici… Podemos esperar por outras figuras históricas?

Sim. Eu sei que meu meio-irmão, James, estará em cena, mas eu não sei se ele realmente existiu. (risos) Também parece que a Rainha Elizabeth irá aparecer, mas eu acho que é incorreto, porque Mary nunca a conheceu na vida real. Ah, os rumores…

Esta entrevista foi traduzida do idioma original Francês por pessoas com pouca fluência. Ajude a melhorá-la!

Fonte: Cinetelerevue